07/12/2018 - 17h55
Servidores participam de palestra sobre comunicação não violenta
Procuradoria Geral de Timóteo promove atividade para aperfeiçoar a convivência


PMT
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Servidores tem palestras

A Prefeitura de Timóteo promoveu na tarde de quarta-feira (06) uma palestra sobre o tema “Comunicação Não Violenta”. A iniciativa da Procuradoria Geral do município, que realizou seu primeiro evento, contribuiu para o aperfeiçoamento das relações interpessoais dos servidores seja no ambiente de trabalho ou no contexto familiar. 

O Procurador Geral, Humberto Abreu, deu as boas vindas a todos e agradeceu às palestrantes Juliana Joice Braga Ribeiro e Ana Paula Pettersen Murari, por dividir o conhecimento de um tema bastante atual. “As pessoas perdem a compostura nas redes sociais, julgam e criticam sem serem solicitadas. É preciso que a gente tenha entendimento sobre esse processo e alguma tolerância e flexibilidade para entender o ponto de vista alheio. Viver é fácil, conviver nem tanto”, comentou Abreu. 

Juliana Ribeiro e Ana Paula Murari vêm aplicando as dinâmicas com sucesso para grupos de interessados. As duas profissionais são estudiosas da Comunicação Não Violenta (CNV), uma metodologia para aperfeiçoar relacionamentos desenvolvida por Marshall Rosenberg, Ph.D. Psicologia Clínica Universidade de Madison-Wisconsin, que faleceu em fevereiro de 2015, aos 80 anos. 

“A proposta da CNV é que possamos entender que nossa necessidade de julgar e criticar não passa de uma expressão de nossas próprias necessidades e valores”, afirmou Ana Paula Murari, que é assistente social e mediadora de conflitos do Tribunal de Justiça da comarca de Ipatinga. Ela recomenda usar palavras que facilitem a empatia com o outro, ao invés de fazer uso de expressões que causam resistência. Tudo com clareza e autenticidade, evitando julgamentos moralizadores ou comparações. “A forma como nos comunicamos habitualmente é cheia de palavras e expressões que acabam transmitindo avaliações e julgamentos, por exemplo, quando fazemos comparações, damos conselhos, competimos pelo sofrimento, consolamos ou interrompemos”, avalia a palestrante.

A odontóloga Juliana Ribeiro explicou que toda violência surge de uma necessidade não atendida. “Em um conflito, temos que reconhecer e nos conectarmos com a necessidade do outro. Este é o primeiro passo para o entendimento. Os pedidos feitos ao outro tem que ser claros, específicos e realizáveis. Devemos aprender a ouvir e a respeitar a necessidade do outro, seja em ambiente público ou dentro de casa”, disse.

A capacidade para julgar e avaliar o mundo é uma qualidade humana extremamente importante. O que a CNV propõe não é parar de utilizar essa capacidade, mas sim ser capaz de separar os fatos concretos. Sempre que se apresentarem situações discordantes, o desafio é deixar os julgamentos em segundo plano. A Comunicação Não Verbal exige prática.


Fonte : PMT




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