18/08/2017 - 16h43
Omissão de hospitais compromete serviços de saúde em Timóteo
Centro de Saúde João Otávio tem atendido demanda de hospitais que recebem recursos do Estado para pacientes em casos de urgência e emergência


PMT
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UPA

O prefeito de Timóteo, Dr. Geraldo Hilário, voltou a cobrar, esta semana, o apoio dos gestores dos hospitais Vital Brazil e José Maria de Moraes, conveniados com o Governado do Estado, no atendimento às pessoas que dependem de internação. As duas unidades hospitalares não estariam cumprindo o que estabelece o convênio com o Governo do Estado que define as duas instituições hospitalares como portas de entrada para urgência e emergência na região, atendendo diretamente oito municípios.

Essa situação vem sobrecarregando o Centro de Saúde João Otávio, no bairro Olaria, que durante o fechamento do hospital em Fabriciano (antigo São Camilo) no início do ano, recebeu investimentos próprios para acolhimento de forma provisória com o intuito de salvar vidas. Porém, passados cerca de dois meses, apesar da reabertura da unidade hospitalar em Fabriciano, Timóteo permanece atendendo a demanda emergencial sem ter uma estrutura adequada.

Antes da crise, a cada três pacientes transferidos pelo CSJO para internação hospitalar, dois eram direcionados para o hospital de Coronel Fabriciano. Hoje, a proporção passou a ser de dez encaminhamentos para o Hospital Vital Brazil e apenas um para o Hospital José Maria. O prefeito de Timóteo deixou claro que nenhuma decisão abrupta será tomada, porém não descarta a possibilidade de fechamento do CSJO se não forem revistos os posicionamentos das instituições que servem de porta de entrada para os casos urgência e emergência. 

De acordo com estimativa da Secretaria de Saúde, o custo de manutenção da unidade básica de saúde, que nunca foi uma Unidade de Pronto Atendimento, como é conhecida popularmente, gira em torno de R$ 800 a R$ 900 mil por mês. “São recursos próprios do município, que retira inclusive investimentos da atenção básica da saúde, cuja obrigação é do município”, ressaltou o prefeito, reafirmando que os verdadeiros responsáveis pelo atendimento de urgência e emergência são os dois hospitais.

“Se não houver essa mudança de postura, principalmente do hospital de Coronel Fabriciano, terei que provocar essa situação com o eventual fechamento do CSJO. Até por medida de segurança, pois a nossa preocupação é com a vida das pessoas. Temos uma UPA em construção e pretendemos concluí-la. Mesmo quando colocarmos a UPA em funcionamento, a internação dos pacientes permanecerá sendo dos hospitais. Essa é a realidade“, explica.

O município está discutindo a questão da porta de entrada com os gestores dos hospitais e com o Governo do Estado. Os hospitais Vital Brazil em Timóteo e José Maria de Morais, em Coronel Fabriciano, recebem recursos de convênio com o Estado para atendimento à população, devendo cumprir o compromisso de atender os pacientes para internação, casos de urgência e emergência. 

 


Fonte : PMT





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