21/09/2017 - 17h00
Acessibilidade é foco em “Vivência no trânsito”
Alunos da Apae apresentam dança na Alameda 31 de outubro


PMT
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Dia da Pessoa com Deficiência

Atravessar uma via na faixa de pedestre parece simples, mas essa não é a realidade para uma parte da sociedade. Nesta quinta-feira (21), Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, pedestres que estavam passando pelo Centro Norte tiveram a oportunidade de participar da dinâmica “Vivência no trânsito”, realizada pela manhã e à tarde. 

Os passantes foram convidados a ficar de olhos vendados ou em cadeira de rodas para sentir as barreiras pelas quais passam diariamente as pessoas cegas, de baixa visão, cadeirantes ou com alguma dificuldade de locomoção. Por outro lado, demonstrando que é possível superar as limitações, os alunos da Apae pararam o trânsito na Alameda 31 de Outubro com uma apresentação de dança. 

A atividade de sensibilização foi promovida pelo Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Timóteo (CMPDT) em parceria com a Secretaria de Assistência Social, e integra a programação alusiva à data, que incluiu visita à transitolândia, blitz educativa e visitas às escolas. A programação conta com a participação da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Centro de Referência em Educação Inclusiva Ativa Pe. Jean Marie Lemaire (CREIA) e Associação dos Deficientes Visuais de Timóteo (Adevita) e apoio da Pastoral da Pessoa com Deficiência e da Polícia Militar.

“Nós precisamos que todos os setores façam as adaptações necessárias para que as pessoas com deficiência possam ter acessibilidade. Os governos devem se preocupar com essa questão, para que possamos viver com tranquilidade e termos a efetividade dos nossos direitos, que são iguais aos das pessoas ditas normais”, apontou a pedagoga, Luciana Bossi, que é cega.  Professora de Braile do CREIA, Bossi defende que a sociedade deve ter empatia com as pessoas com deficiência para perceberem os seus limites e se colocarem no seu lugar.

Sem direção

Essa mudança de lugar foi a proposta principal da “Vivência no trânsito”. A moradora do Bromélias, Cléria Maria de Oliveira Costa, afirmou que a experiência foi gratificante, mas difícil. “A gente não percebe a dificuldade das pessoas com deficiência transitarem numa cidade que não está preparada para elas”, constatou, citando, por exemplo, a ausência de rampa.  O motorista de transporte escolar, Geraldo Santana de Silveira, morador de Cachoeira do Vale, perdeu literalmente a direção com as vendas. “Nossa senhora, como é difícil. Mandaram ir para a esquerda e estou indo pra direita. Não consegui nem encontrar o meio-fio para tocar com a bengala”, comentou Silveira, reconhecendo a dificuldade para os cegos atravessarem a rua, principalmente no horário de pico.

“É uma experiência que todos deveriam passar para se sensibilizarem  e se colocarem no lugar do outro”,  salientou a secretária de Assistência Social de Timóteo, Carmem Miranda,  que também teve os olhos vendados para atravessar a rua. A secretária defendeu  o fortalecimento dos conselhos das pessoas com deficiência e das políticas públicas no país que estão voltadas para essa minoria, que não é tão pequena assim. “As pessoas com deficiência representam  25% de toda população mundial.  Muitas vezes, é uma parcela invisível da população.  Nos países de primeiro mundo, os deficientes têm maior visibilidade e a garantia de seus direitos”, relatou a secretária, frisando que é necessário sensibilizar a sociedade para mudar essa realidade brasileira.
 


Fonte : PMT





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