28/11/2018 - 16h12
Conselho recebe juíza de direito de Timóteo
Reunião tem na pauta a integração da rede de proteção às vitimas de violência


PMT
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Conselho recebi juíza

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Timóteo (CMDM) recebeu a visita ilustre da Juíza de Direito da Comarca de Timóteo, doutora Beatriz Auxiliadora Rezende Machado, em reunião realizada na tarde da última terça-feira (27), na Casa dos Conselhos, bairro Primavera. Recém chegada ao município, a magistrada que está há 14 anos dentro do Judiciário tem relevante trabalho de enfrentamento da violência doméstica e defesa dos direitos da mulher. Ela  falou sobre a importância do estabelecimento de um fluxo de atendimento institucional às vítimas de violência, entre os diversos integrantes da rede de proteção. “Nas cidades onde as portas de atendimento funcionam de forma integrada, os agressores são menos audazes”, afirma. 

Segundo a doutora Beatriz Machado, é necessário que os componentes da rede de proteção sejam mais parceiros do que apoiadores para evitar que as vítimas não voltem a ser expostas. “É preciso entender a violência como algo maior e não somente um simples episódio. No caso da ação de Expediente Apartado de Medida Protetiva, o procedimento é acompanhado pelo Ministério Público para tentar evitar que a situação perdure quando a mulher recorre à Delegacia”, disse. A Juíza observou que a estrutura existente em Timóteo é suficiente para progressos no fluxo de atendimento institucional. 

A Secretária de Assistência Social, Rosanna Borges Moura e a presidente do CMDM, Jussara Nére, agradeceram a atenção dispensada pela doutora Beatriz Machado aos membros do Conselho. A magistrada contribuiu significativamente para a elucidação das dúvidas e atualização de conhecimentos das conselheiras, quando atendeu ao convite da presidente do CMDM. 

“São esses espaços que nos permitem propor estratégias para o empoderamento das mulheres, socializar informações, sensibilizar e articular a garantia de direitos com os diversos setores”, frisou Jussara Nére.

Portas de Entrada

A mulher (criança, adolescente ou adulto) vítima de violência psicológica, física, sexual, patrimonial, institucional, assédio moral, tem o direito de ser atendida com prioridade, em ambiente reservado, ter sigilo médico e policial e preenchimento obrigatório da ficha padrão de notificação de violência em qualquer uma das portas de entrada do município, considerando que este não dispõe de IML para exames de corpo de delito. Constituem portas de entrada: Secretaria Municipal de Saúde (unidades básicas com programa Estratégia da Família e Centro de Saúde João Otávio); Hospital Vital Brazil; Delegacia de Polícia Civil; 85ª Cia. de Polícia Militar; Fórum; Secretaria Municipal de Assistência Social (CREAS e CRAS); Conselho Tutelar de Timóteo.
 


Fonte : PMT