Educação e qualificação inclusivas são destaques em seminário

Educadores, pessoas com deficiência e comunidade debatem educação inclusiva
PMT
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Seminário de Educação Inclusiva

O município de Timóteo sediou o XII Seminário de Educação Inclusiva nesta quinta-feira (17), com objetivo de discutir o “Protagonismo e Empoderamento como Fortalecimento da Inclusão Social”, abrangendo questões como acessibilidade, equidade, qualificação e autonomia. Realizado na Fundação Aperam Acesita, o evento foi direcionado aos profissionais da educação da rede pública e privada, pessoas com deficiência e comunidade. 

O Seminário de Educação Inclusiva foi realizado pela Prefeitura de Timóteo, por meio Centro de Referência em Educação Inclusiva Ativa  Pe. Jean Marie Lemaire (CREIA) da Secretaria de Educação, e pela Associação dos Deficientes Visuais de Timóteo e Amigos (ADEVITA). O evento teve a parceria da Fundação Aperam Acesita, Superintendência Regional de Ensino de Coronel Fabriciano e Rotary Club de Timóteo. A gerente de Ensino da Secretaria de Educação, Sirlaine Castro de Araújo, destacou os investimentos realizados em educação inclusiva pela Prefeitura de Timóteo, tanto no ensino regular como em projetos. “O fortalecimento da educação inclusiva é uma luta contínua”, acrescentou. 

Em seu pronunciamento, o vice-prefeito de Timóteo, professor José Vespasiano, citou Paulo Freire, afirmando que a inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades.  “Temos que desenvolver o sentimento de que a compreensão e a aceitação do outro resulta na arte de conviver. E que a inclusão é a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro”, ponderou. Vespa também observou que a educação inclusiva se baseia em cinco princípios:  toda pessoa tem direito ao acesso à Educação; toda pessoa aprende; o processo de aprendizagem de cada pessoa é singular; o convívio em ambiente escolar beneficia a todos; e a educação inclusiva diz respeito a todos.

Invisibilidade

“A própria sociedade, estruturada para pessoas sem deficiência, é a maior responsável pela incapacitação das pessoas com deficiência e por sua invisibilidade”, apontou Sandra Peri, coordenadora geral do CREIA, que atualmente é gerenciado pela  ADEVITA. Na opinião da coordenadora, é preciso vencer essa invisibilidade, para que a comunidade reconheça e respeite os direitos das pessoas com deficiência enquanto cidadãs.   “As pessoas com deficiência devem ser tratadas como sujeitos de direitos, assumindo o papel de protagonista de sua história pessoal e tendo o reconhecimento de membro ativo da sociedade”, ponderou a coordenadora.

O presidente da Fundação Aperam Acesita, Venilson Vitorino destacou a importância da qualificação profissional focada na pessoa com deficiência. “Hoje, temos pessoas com deficiência capacitadas para o trabalho na indústria. E, mais importante, a visão começa a transformar. Não estamos transformando a pessoa para o local de trabalho, mas sim o local para as pessoas”, afirma Vitorino, exemplificando a adaptação feita, pela empresa Aperam, no equipamento de ponte volante usado para transporte de carga, para permitir a utilização por um profissional com mobilidade reduzida.

O Seminário de Educação inclusiva teve o painel “Protagonismo pessoal e profissional” com relatos do vice-presidente da ADEVITA e aluno do CREIA, Josemar de Souza Araújo, da pedagoga e professora de libras Kelly Cristina Martins Moreira e da tecnóloga em Design de Interiores, Amanda Cristina Alves Batista. Encerrando o Seminário, foi realizada a palestra “Desconstruindo o Capacitismo e promovendo autonomia da pessoa com deficiência”, ministrada por Wanderson Martins de Oliveria, graduado em Filosofia e Pedagogia, com especialização em Psicopedagogia. 

Fonte : PMT

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